Lírio do Pai, Tabor para o Mundo!!

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13 de junho de 2007

Carta aos Namorados


12/06/2007 09:33

Na minha vida de padre, já passaram muitos casais de namorados... De muitos celebrei o casamento, o batizado dos filhos que vieram; de muitos, também, enxuguei as lágrimas vindas da ruptura, da traição, do ciúme, da dúvida. De alguns(mas) jovens conheci vários(as) namorados(as) , de outros(as), o único amor da vida; de alguns casais vi a festa de cinqüenta anos de união, cheia de netos e bisnetos, e o mesmo olhar apaixonado e carinhoso dos passados dias da primavera.

É bonito ver a história de amor das pessoas, sua busca por alguém que as complete, que partilhe os mesmos ideais, que tenha um coração disposto a bater mesmo compasso.

E foi observando as histórias dos namorados que cheguei a algumas conclusões (será que isso é mesmo possível, quando se trata do especialíssimo campo da efetividade? ) a respeito do namoro.

Percebi que os adolescentes, os jovens e os adultos gostam de namorar, mesmo que a palavra “ficar” tenha roubado tanto espaço no vocabulário atual. Não se pode ficar com uma pessoa com se fica com um casaco, com um fim, sem nenhum compromisso. E meus amigos falaram que, depois de ficar, só sobra um gosto sem graça de copo descartável, de dia perdido, de riso murcho.

Meus amigos querem um(a) namorado(a) de verdade!

As moças gostariam que os namorados fossem mais atentos e atenciosos, que reparassem que elas cortaram o cabelo ou que estão tristes; que soubessem compartilhar os bons e maus momentos, que fossem pontuais e (acreditem!) um pouco mais românticos (o que não quer dizer meloso ou bobo). Mas querem ser respeitadas, sim, e amadas. E gostariam de pensar no futuro, porque o amor projeta sempre para frente e – acrescento com segurança – para a eternidade. As moças, as mulheres entendem bastante de amor porque entre Deus e as mulheres há uma grande cumplicidade criadora, geradora de vida.

Os rapazes gostariam que as namoradas fossem mais compreensivas, que não odiassem futebol e filmes de ação, que reparassem mais neles; que soubessem partilhar os bons e maus momentos; que fossem pontuais (porque não precisa se arrumar tanto assim, já que são lindas para eles) e mais românticas (eles gostariam de oferer flores, mas ficam sem graça e com receio). E gostariam de pensar no futuro, mas precisam de um empurrão e de uma ajuda e de uma companhia. E também querem ser respeitados e não encaixados nos modelos que se impõem por aí. “Deus criou o homem (e a mulher) à sua imagem e semelhança”: esse é o melhor modelo, aquele que realmente nos dignifica e revela quem somos.

O namoro exige cuidados e atenções especiais, um tempo para a saudade e para a escuta do próprio coração; requer ver o outro olho no olho, mas como já disseram, “amar não é apenas olhar para um para os outros, mas ambos para a mesma direção”. E a direção do amor deve ser a alegria, a partilha, o carinho, o respeito, a ternura, a paciência.

Namoro é tempo de sonhar os grandes sonhos, de reconhecer e de aprender o que é amor e de se preparar para amar toda a vida.

São Paulo dizia sabiamente: “Ainda que eu fale a língua dos anjos e dos homens, se não tiver o amor, nada sou” (1 Cor 13). Jesus, o que é o maior apaixonado por toda a humanidade, “tendo amado os seus, amou-os até o fim” (Jô 13,1).

Então, neste dia dos namorados, que Deus os abençoe e ensine a amar como só Ele sabe.
Frei Yves Terral

28 de maio de 2007

Um jardim para Maria!!!




Curada milagrosamente por Nossa Senhora de Lourdes


Madame Alice Couteault, cujo sobrenome de solteira era Gourdon (1917), de Bouillé Loretz (79), foi admitida (aceita) como enferma, para participar da peregrinação diocesana de Anjou, em maio de 1952.

Ela estava com 34 anos e sofria de esclerose em placas, desde julho de 1949. Esta enfermidade se agravava sem cessar tendo sido diagnosticada incurável pelos médicos. O marido, que era completamente ateu, naquela época, explica: "Ninguém pode imaginar a que ponto minha esposa sofria Para caminhar, ela se arrastava entre duas cadeiras; quando sentava, sobrevinham distúrbios de equilíbrio; quando pegava qualquer objeto, tremia fortemente, não conseguindo nem costurar, nem escrever. Não conseguia articular as palavras e a vista também tinha sido atingida."

A mulher fez uma viagem até Lourdes - muito desgastante, para ela -, mas começa a sentir melhor, desde a sua chegada, no dia 12 de maio, e está se alimentando quase que normalmente. Conduzida às piscinas no dia 15 de maio, a ela sente intensa reação: impressão de síncope, palpitações, zumbido nos ouvidos. Durante a Procissão do Santíssimo Sacramento, eis que recobra a voz e a articulação das palavras.

"Eu rezava e pensava fortemente em meu marido, que só me deixou ir a Lourdes porque sabia que esta era a última alegria que poderia me oferecer. Eu pensava que somente um milagre poderia converter este homem que sempre dizia: 'Deus não existe!'." Alguns minutos mais tarde, de volta ao Asilo, sobre a sua padiola, a mulher dá um salto, deixa a maca e passa a caminhar normalmente, sem ajuda alguma. "Eu não dormi a noite inteira! Pensava em todos os meus queridos que ainda se inquietavam com a minha saúde."

Ao chegar à estação de Angers, foi mamãe quem me viu chegar, caminhando, antes de todos os outros. Ela se ajoelhou e disse: "Meu Deus, não é possível, nós não merecemos isto!".

Em seguida, caminhei ao encontro do meu marido. Quando ele me viu chegar, caminhando rápido e muito bem, afastou-se, de mim, afastou-se, em direção ao nosso carro. Olhou-me, então, estupefato. Eu queria contar-lhe tudo ao mesmo tempo, enquanto voltávamos para casa mas, ele chorava, soluçando e dizendo: "Não fale nada, cuidado, senão você vai se cansar e vai ficar doente, isto é óbvio." Eu ria e lhe dizia: "Acabou, eu estou curada! Você compreende? Curada!" e meu marido chorava mais ainda e balbuciava: "Estou envergonhado! Foi preciso um milagre."

Que mudança em nossa vida! Amar o Senhor, nós dois juntos, rezar juntos, a cada dia, reencontrar uma nova vida! Fez-se necessário sentir a morte de perto para compreender isto. Eu jamais esquecerei aquela primeira missa do domingo, nós dois juntos, alguns meses mais tarde, aquela primeira vez em que comungamos lado a lado... Minha alma transbordava de reconhecimento e amor!

Carta de Alice Coulteaut
Recueil marial (Florilégio Mariano) de Frei A

Dia 06 de maio de 2007 - Festa do 4° aniversário do Santuário Tabor da Liberdade!!!!

















Depois de alguns séculos aí estão as fotos!!